Quer dizer, eu nunca seria feliz totalmente. No máximo, seria feliz momentaneamente, porque era impossível abraçar o mundo, conhecer todas as cidades, amar todas as pessoas, entrar em cada edifício que eu julgasse merecedor de uma visita, ler todos os livros, compreender todas as línguas, enfim, meu “eu” cabia num espaço reduzido de desejo.


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